domingo, 3 de abril de 2011

TRAVESSURAS DA LOIRINHA: RUIVA?

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Aquele 5 de abril prometia. Apressou o passo ao sair do veículo, todo carregado de sacolas, e correu para casa. Uma data imprevisível, onde tudo poderia acontecer, afinal, sua loirinha aniversariava naquele dia. A casa estava um pandemônio, virada do avesso, com crianças correndo por todos os cantos. E elas ao vê-lo, quase o levaram ao chão, pois ali naquelas sacolas estavam todas as fantasias que tiveram a entrega atrasada. Livrou-se das sacolas e das crianças e entrou em casa, ávido para dar o maior beijo em sua... ruivinha?

--Amor! --gritou pela esposa. -- O que foi que essa danadinha aprontou dessa vez?

--Calma, papai. Só fiz um upgrade em mim mesma. Eu precisava de um remake, afinal meu look tava um pouco out. Gostou?

--Amore! Lembra onde eu guardei o Michaelis? --ele comentou e riu, se inclinando para abraçar e beijar a filha. --De onde essa menina tira essas coisas?

Depois da seção de carinhos e afagos com a filha, foi para o quarto, e ao chegar lá, encontrou o cachorro sobre a cama fazendo a maior algazarra e espalhando baba por todos os cantos.

--Babão, fora daqui. Amor, já te pedi pra não deixar esse pequeno poço de baba entrar aqui. --ele comentou, beijando a esposa, que procurava algo.

--Depois vemos isso. Você viu meu celular em algum lugar desse quarto?

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Ao voltar para a cozinha, a mãe reparou a ruivinha conversando com uma amiguinha diante da geladeira aberta. As duas, ao verem a mãe, ficaram elétricas e correram para fora, nitidamente aprontando algo. Mas a mãe não ligou, apenas verificou o tão famoso pudim gelado, que colocara a pouco na geladeira. Sua consistência ainda estava muito líquida, mas as meninas não pareciam tê-lo “atacado”.

Após os tão esperados cantos de “parabéns a você”, começou a comilança. E era estranho para a mãe que nenhuma das crianças sequer olhasse para o pudim gelado.

--Meu bem. Você conseguiu achar meu celular? --ela perguntou ao marido, que sofria com três crianças penduradas ao pescoço.

O marido se livrou das crianças e se aproximou da esposa para falar algo, mas foi interrompido por uma música bem peculiar, usada pela esposa como toque de chamada em seu telefone. Os dois olharam rapidamente para a mesa, e descobriram de pronto de onde vinha aquela música.

--Meu amor. --falou o marido, rindo. --Tem um pudim tocando.

--Deus. Quando loira, era terrível. Agora que está ruiva, piorou. FILHAAAAAAAAAA... Vem já aqui.

Marcio JR

sábado, 2 de abril de 2011

TRAVESSURAS DA LOIRINHA: PAPAI SABE QUASE TUDO

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Aquilo era uma debandada. Um amontoado de pernas correndo para todos os lados, em plena disparada e levando de arrasto o que encontravam pela frente. Cavalos enfurecidos? Não. Crianças saindo da escola. E a loirinha estava ali, pequeno capote rosa protegendo da garoa e um grande par de óculos escuros nos olhos, vindos sei lá de onde. Possivelmente pegara da mãe pela manhã. Parecia uma mini-gangster dos filmes do Al Capone.

O almoço foi regado a risadas e felicidades. O pai, que costumeiramente viajava, estava em casa, e a loirinha delirava. A mãe adorava a cena, principalmente por ter mais alguém para, naquele momento, auxiliar no cuidado da filha, que era por demais espoleta. Um pouco mais tarde, hora das obrigações escolares, e lá vai a mãe tentar fazer com que a filha cooperasse.

--Pode deixar, meu bem. -- o marido comentou. -- Hoje, eu cuido disso.

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--Não sei. Ela está acostumada comigo. Tem certeza?

--Claro. Eu sempre fui bom prá ensinar. Não tem coisa que eu não consiga explicar, principalmente para uma criança. Eu sou o melhor nessa arte. -- estufou o peito, como se tentasse mostrar superioridade. -- Eu sei tudo.

--Sei! Tô vendo! --ela armou uma expressão de desânimo tão grande, que até ele murchou.

Livros sobre a mesa, pai de um lado, filha do outro, e a menina ora roendo o lápis e ora dando pedaços de borracha para o periquito. Ele a mirou como se a censurasse pela atitude e ela, travessa, se fez de desentendida e armou um biquinho com os lábios para o pai, que se desmanchou todo. Hora de começar.

--Bom, filhinha. Diz pro papai o que você está estudando?

--Sistema "reprodutivo" feminino, papai.

--AMOOOOOOOOOOR! --gritou o marido --Nossa filha precisa de você. Rápido.






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Enquanto isso, lá pelos lados do ARENA DAS CRÔNICAS, uma crônica viril.


MACHO QUE É MACHO...


Marcio JR

sexta-feira, 1 de abril de 2011

TRAVESSURAS DA LOIRINHA: CHEIROSO

Pepe Le Gambá - Image by Google

--Paiê... é aqui que a mamãe trabalha?

A loirinha estava delirando com o passeio. Pela primeira vez, buscava a mãe em seu local de trabalho. E que empresa enorme, cheia de “nove horas” tanto para entrar quanto para sair. Mas lá estava ela, a mãe, naquela sala tão minúscula. E por que aquela sala tão pequena, se a empresa era daquele jeito, enorme?

Perto da sala onde a mãe trabalhava, sentiram um cheiro estranho, algo desagradável e que logo foi taxado pelo pai como “sendo alguém com ausência de banho pelo corpo”. Ele riu e nem quis comentar com a filha, pois sabia que a menina iria, no ato, encher a sua cabeça com as mais variadas e incabíveis perguntas quanto a isso. E ele sabia exatamente de quem se tratava, de tanto a esposa comentar o quanto ela e os demais funcionários daquela repartição sofriam com um certo colega e sua opção, nada agradável para os outros, de vida.

--Manhêêêêê...

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A menina correu para os braços da mãe e logo se aninhou por ali. Já era hora de fim de expediente, e quase todos se preparavam para encerrar as atividades. Quando a mãe se levantou, notou que um colega, aquele mesmo com o cheiro desagradável da falta de banho, caminhava até a mesa dela. Quando o colega chegou próximo de onde eles estavam, o mau cheiro ardeu pelas narinas de todos. O calor estava insuportável e piorava aquele péssimo odor. Bom, seriam apenas alguns instantes, nada que não se suportasse prendendo, polidamente, a respiração.

Após uma breve troca de documentos, o rapaz se virou e caminhou para sua mesa, mas foi contido pela loirinha que, ao chamá-lo, fez tanto o pai quanto a mãe tremerem e suspirarem.

--Moço, você é amigo da minha mãe?

O rapaz olhou para trás e, educadamente, respondeu que sim.

--Por favor, moço... não apareça lá em casa. --a loirinha falou, quase soluçando e chorando. -- Na semana passada, meu pai encontrou um bicho morto e fedendo um monte na nossa garagem. Ele enterrou o bicho no jardim pra acabar com o cheiro. Não quero que meu pai enterre você também.



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Aos amigos, blogueiros ou não.

Durante alguns dias, estarei ausente, cuidando de um novo projeto, o ARENA DAS CRÔNICAS.

Porém, como minha última ausência, motivada por alguns problemas de saúde, foi desastrosa (estou respondendo e-mails até agora), deixo com vocês uma série de contos leves, todos baseados nessa loirinha sapeca e filha de um casal de amigos.

Por medida de segurança (minha, dos pais dela e de toda a vizinhança, é claro), não colocarei fotos reais da praguinha, digo, dessa tsunami loirinha. Ela é uma santa, quando está dormindo.

Farei postagens por aqui, mas visitarei os amigos com menor frequência, pois o outro projeto tomará grande parte do meu tempo.

E quem quiser, pode aparecer lá pelo ARENA. Será muito bem recepcionado, assim como sempre foi por aqui.

Abraços a todos.

Marcio JR