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Aquele 5 de abril prometia. Apressou o passo ao sair do veículo, todo carregado de sacolas, e correu para casa. Uma data imprevisível, onde tudo poderia acontecer, afinal, sua loirinha aniversariava naquele dia. A casa estava um pandemônio, virada do avesso, com crianças correndo por todos os cantos. E elas ao vê-lo, quase o levaram ao chão, pois ali naquelas sacolas estavam todas as fantasias que tiveram a entrega atrasada. Livrou-se das sacolas e das crianças e entrou em casa, ávido para dar o maior beijo em sua... ruivinha?
--Amor! --gritou pela esposa. -- O que foi que essa danadinha aprontou dessa vez?
--Calma, papai. Só fiz um upgrade em mim mesma. Eu precisava de um remake, afinal meu look tava um pouco out. Gostou?
--Amore! Lembra onde eu guardei o Michaelis? --ele comentou e riu, se inclinando para abraçar e beijar a filha. --De onde essa menina tira essas coisas?
Depois da seção de carinhos e afagos com a filha, foi para o quarto, e ao chegar lá, encontrou o cachorro sobre a cama fazendo a maior algazarra e espalhando baba por todos os cantos.
--Babão, fora daqui. Amor, já te pedi pra não deixar esse pequeno poço de baba entrar aqui. --ele comentou, beijando a esposa, que procurava algo.
--Depois vemos isso. Você viu meu celular em algum lugar desse quarto?
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Ao voltar para a cozinha, a mãe reparou a ruivinha conversando com uma amiguinha diante da geladeira aberta. As duas, ao verem a mãe, ficaram elétricas e correram para fora, nitidamente aprontando algo. Mas a mãe não ligou, apenas verificou o tão famoso pudim gelado, que colocara a pouco na geladeira. Sua consistência ainda estava muito líquida, mas as meninas não pareciam tê-lo “atacado”.
Após os tão esperados cantos de “parabéns a você”, começou a comilança. E era estranho para a mãe que nenhuma das crianças sequer olhasse para o pudim gelado.
--Meu bem. Você conseguiu achar meu celular? --ela perguntou ao marido, que sofria com três crianças penduradas ao pescoço.
O marido se livrou das crianças e se aproximou da esposa para falar algo, mas foi interrompido por uma música bem peculiar, usada pela esposa como toque de chamada em seu telefone. Os dois olharam rapidamente para a mesa, e descobriram de pronto de onde vinha aquela música.
--Meu amor. --falou o marido, rindo. --Tem um pudim tocando.
--Deus. Quando loira, era terrível. Agora que está ruiva, piorou. FILHAAAAAAAAAA... Vem já aqui.
Marcio JR








