domingo, 8 de julho de 2012

RETALHOS DE CETIM

Esclarecimento:


image by Google
Ficarei ausente dos blogs durante alguns dias e, consequentemente, do convívio com os amigos que tanto prezo.
Tal fato deve-se a uma pane generalizada em meu notebook. Ele, por "incertezas existenciais", bancou o safado e resolveu se rebelar, apagando-se para o mundo. Mas tudo bem, pois não há nada que um bom técnico não resolva.
Não sou dado a utilizar equipamentos emprestados, portanto, minha presença no mundo virtual será mínima por esses dias.
Só me ressinto dos arquivos que estão presos lá, com o desnaturado notebook. Muito do meu passado está lá, em seu disco-rígido.


E já que falei em arquivos e registros, que tal falarmos um "cadim" sobre passado?

**********************


RETALHOS DE CETIM


image by Google
Recordar o passado e buscar nele elementos para viver o presente. Alguns criticam, enquanto outros até concordam que pode ser algo salutar. Quanto a mim, posso garantir que não tenho o pé plantado no passado, mas algumas coisas me acompanham sempre, por onde quer que eu vá, e não abro mão delas.

Certas pessoas têm o péssimo hábito de referendar tudo no passado. Se estão bem, é porque plantaram boas sementes, o que é bem provável. Mas se algo vai mal, vivem fuçando canto no que está lá atrás, procurando alguma coisa ou algum evento para descarregar a culpa da situação presente. Essas pessoas não são capazes (ou não querem) de admitir que, muito mais do que arranjar culpados, precisam sanear a situação de forma imediata e preventiva, para que mais adiante, tal coisa não torne a acontecer. Querem única e exclusivamente arranjar algo ou alguém em quem descarregar as premissas de erros que elas próprias podem ter iniciado. É ainda pior quando essas pessoas nada tem com relação à situação, mas mesmo assim vão lá, remexer o que está quieto e enterrado. Ou são masoquistas procurando alguma coisa para sofrer até pelo que não lhes diz respeito, ou são sádicos tentando fazer alguém relembrar o que já esqueceu.

O passado tem muita coisa boa guardada e que vale a pena ser lembrada. A saudade é algo que anda conosco sempre, e se sentimos saudades de algo, é porque tal coisa foi boa. Não sentimos saudades daquilo que não nos apeteceu ou de algo que nos fez mal. Desde o gosto daquele vinho, das notas daquela bela música, do suave sabor de um beijo, do cachorro que se foi, do vento morno na orla marinha, do gibi que líamos nas tardes de chuva enquanto crianças, das traquinagens de um fim de manhã enquanto voltávamos da escola, do friozinho da geada (somente para quem gosta), das viagens feitas nas férias, das noites de farra enquanto adolescentes, dos amores, das dores do parto (algumas mulheres gostam, enquanto outras...), do primeiro sorriso do filho, do filho dizendo “mã-mãe – pa-pai”, e também do... Deus do céu, tem tanta coisa boa pra ser lembrada, vista e re-vista, que fico abismado quando alguém só busca fatos ruins no passado.

Mesmo que a música RETALHOS DE CETIM (Benito Di Paula) tenha marcado uma passagem um tanto triste em minha vida, guardo esse momento com certo carinho. Foi um marco, um instante em que parei e fiz um balanço sobre tudo o que acontecia e o que viria, e posso garantir que a perspectiva não era nada boa ou motivadora. Difícil não é achar culpados, mas sim assumir quando a culpa é sua e, ainda mais, fazer algo para que aquilo tudo se modifique de tal forma a não ferir mais ninguém além daqueles que já estão machucados. Precisei fazer e fiz. Hoje, ao relembrar dessa passagem, não sinto remorso ou culpa, mas sim orgulho das atitudes que me foram tão complexas e necessárias naquela época.

O passado é um vento que sopra por nossas costas, sussurrando em nossos ouvidos tanto a aragem tranqüila e quente de um passado que nos alegrou, quanto o minuano que gela o pescoço e arrepia a alma, trazendo as dores que existiram e que devem ser lembradas com sabedoria e sensatez. Não é preciso esquecer o que foi ruim ou aquilo que prejudicou de alguma forma a nós ou a alguém próximo, mas há que se saber manter isso num lugar em que não volte a atingir mais ninguém. Passado é passado, e ele tanto pode ajudar a melhorar o presente quanto destruir os sonhos futuros.  Alimentar agonias e dramas não é salutar, pois o que vale é ser feliz. Para tanto, se o seu passado não tem momentos felizes para relembrar, comece a criar esses momentos agora para relembrar depois. O tempo passa rápido, não é?

Retalhos de Cetim (Benito Di Paula) - by YouTube

MarcioJR

quinta-feira, 5 de julho de 2012

MAL-HUMORADO? EU?

Image by Google
Para um fim de semana perfeito, uma segunda-feira complicada. Uma dorzinha no estômago, que durante algum tempo (dois meses) foi chata, agora anda terrível. Adia daqui, atrasa de lá, e não teve jeito. O mal humor se instalou ao lado da dor, e a cabeça reclamou. Hora de ir ao médico.

Muitos dizem que “homem, no Brasil, não vai ao médico”. Por que será? Eu tenho lá meus motivos. Vejamos. A classe média, no Brasil, passa por alguns perrengues. Primeiramente, a questão do tempo, pois quando não estou tentando ganhar dinheiro (e gasto um tempão nisso), acabo usando meu tempo para pagar as contas, e só quem enfrenta fila de banco para saber o tempo que se perde com isso. Depois, saúde pública é um suplício, ficando até mais fácil nascer de novo sem a doença do que tratá-la. Se for para aderir a algum convênio médico, o brasileiro tem que aderir a outro convênio também, algum que forneça advogado, pois, cedo ou tarde, você vai querer processar o primeiro convênio. Restou, então, o médico particular. E como são caros aqueles quinze minutos de consulta!

Recomendaram-me um médico muito bom, Dr. LAVANDEIRA. Tudo bem, um nome diferente, mas vi encrenca adiante. Seria fácil errar o nome do cidadão. Deixando isso de lado, marquei um horário. Fui muito bem atendido, de forma rápida e, meia hora depois, já estava fora do consultório, com a receita médica na mão. Passei pela farmácia e, como trabalho em casa, me apressei para tomar logo aquele dito remédio. Por sorte, tenho mania de ler tudo o que vejo pela frente, até papel de bala. Quando estava para tomar o remédio (com um nome bem esquisito), leio a seguinte recomendação na bula: “pingue sobre o calo e...”. Ops, remédio errado.

Retornei à farmácia e mostrei o receituário para a pessoa que me atendera antes. Minha intenção era, unicamente, sanar aquele pequeno problema de troca de remédio, mas ali começou meu calvário. Ninguém entendia os garranchos contidos naquele pedaço de papel. Fizeram até “junta” de funcionários para tentar ler (que bondade a minha; o termo correto seria “decifrar”) aquilo. Decepcionado, fui parar numa segunda farmácia, e se não cuido, saio de lá com remédio para urticária. Numa terceira farmácia, me falaram que não trabalhavam com medicamentos de uso veterinário.

Image by Google
Quando já estava para desistir, e quase chegando à lavanderia, digo, ao consultório do Dr. LAVANDEIRA, reparo uma grande farmácia logo adiante, em outra esquina. Bom, não me custaria nada tentar uma última vez, e fui até lá de forma apressada. Entreguei o receituário para o atendente e, quando reparei que ele virou o papel de cabeça para baixo para tentar ler, tomei o receituário da mão dele e desisti. Fui para o consultório do médico, e diga-se, com um péssimo humor.

Ao explicar para a recepcionista o meu problema, ela teve a petulância de me dizer que, além de ter que marcar novo horário, eu precisaria pagar por tal coisa. Como prefiro manter minha postura aqui, não repetirei os trechos dos próximos dez minutos de conversa que mantive com ela. Ao final disso tudo, consegui que ela interpelasse junto ao médico para que, finalmente, eu pudesse sair dali com o nome do remédio.

Resumo da ópera: depois de quarenta e cinco minutos, saí daquele consultório. O médico precisou me consultar novamente (de graça, logicamente), pois sequer ele conseguiu entender o que estava escrito naquele receituário.

Marcio JR

quarta-feira, 4 de julho de 2012

PI PO CA - Que tal envelhecer mais lentamente?

Prevenção do envelhecimento precoce, redução do risco de doenças cardíacas, ajuda na prevenção de alguns tipos de câncer, alimento com poucas calorias, e perfeita para quem está no grupo de risco do diabete tipo 2.

Além de todos os benefícios acima, ainda contar com o sabor e o aroma de um alimento rico em antioxidantes e que pode ser preparado de forma rápida e pratica? Sim, este alimento existe e está nas prateleiras de qualquer supermercado. Pipoca.

Pesquisadores da Universidade de Scranton (Pennsylvania/EUA), liderados pelo cientista Joe Vinson, descobriram recentemente que a pipoca é rica em polifenóis, uma substância que contém antioxidantes importantes contra o envelhecimento. Aliado a outros alimentos que contenham vitaminas e minerais, os polifenóis ainda atuam na prevenção de doenças cardiovasculares  e o câncer, pois auxiliam o organismo a combater a formação de tumores. Além disso, a substância ainda propicia o auxílio ao combate à oxidação do LDL (colesterol ruim), aumentando, dessa forma, o HDL (colesterol bom).

A proporção de antioxidantes encontrados na pipoca em relação a outros alimentos, como as frutas, é quase o dobro. 300 mg por porção na pipoca para 160 mg nas frutas. A explicação está na quantidade de água presente em cada alimento, muito menor na pipoca, o que dilui menos o antioxidante.

A pipoca apresenta também uma substância chamada “amido resistente”, que nada mais é do que um carboidrato que passa intacto pela digestão e sem provocar altas bruscas no nível de glicose. Ou seja, todos aqueles que estão no grupo de risco do diabete tipo 2 podem consumir o alimento sem problemas. Para completar, a pipoca ainda concentra alto teor de fibras, o que auxilia as funções intestinais.

É claro que a pipoca, mesmo com todos os benefícios descritos até agora, não faz milagres. O sal e demais temperos a base de sódio, o refrigerante e queijo como acompanhamento, o excesso de gordura no preparo, assim como gorduras inadequadas (margarina e manteiga, que saturam o alimento), não só prejudicam os benefícios presentes na pipoca, como trazem todos aqueles malefícios já tão conhecidos e discutidos. Portanto, mesmo que a pipoca não possua alta taxa de calorias, cuide daquilo que você ingere junto com ela.

Uma dica: nada como um suco natural ou, até mesmo, um saudável copo de água para ajudar a pipoca a “ajudar” você. E nem pense em substituir uma alimentação saudável pela pipoca. Ela é complemento, e como tal, precisa de outras substâncias para agir de forma plena no organismo.

E se você se irrita com aquelas casquinhas que ficam presas entre os dentes, fique calmo. É justamente na casca da pipoca onde se encontram as maiores taxas de polifenóis e fibras.

Ligue a TV, prepare a pipoca e chame as crianças. Diversão, afeto e polifenóis. Armas perfeitas para retardar o envelhecimento.

Marcio JR