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domingo, 1 de outubro de 2023

FAZER AMOR COM MEU AMOR DE MANHÃZINHA

 

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Vou fazer amor com meu amor de manhãzinha, pra atiçar o sol e fazer balancê na neblina.

Vou fazer amor com meu amor de manhãzinha, de beijo em beijo, de besouro chateando beija-flor. Secar a dor, se molhar de suor, e o que de melhor, se é que tem, e é de nós, nem teus laços, vou é arrancar da pequena calça o cós, sapatear de fininho,
pra beijar teu ombro naquela batida do sino,
hino ao ninho, nesse gemido contínuo.

Vou fazer amor com meu amor na noitinha, derramar todo o tesão com nossa leveza, te chamar pra daneza, sem certeza de acordar na hora certa, hora precisa de acordar, despertar sem destino, só sonhar, lavanda que nasce entre os girassóis, luas e sóis, a sós, somos nós, amar, remar um caminho entre o mar, salgar a pele, mesmo que se adoce o café, derramado pelo vão dos lábios, assim, ajeitar, arrumar a face, escovar o cabelo, corpo nú feito lã fora do novelo.

Então se apela para a pele ouriçar o pelo e desligar o pudor, pra fazer amor a qualquer hora com meu amor.


Depois, lá pelo meio da tarde, a gente canta aquela música:
"To com saudades de você,
debaixo do meu cobertor..."

Marcio Rutes

não copie sem autorização, mesmo dando os devidos créditos.
SEJA EDUCADO (A). SOLICITE AUTORIZAÇÃO.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

NOSSO JEITO DE ACORDAR


Em parceria com SAMARA BASSI

Image by Google
Ela:
Deitar meu rosto como face descabida,
fazer daneza nessa tara atrevida.

Ele:
E o que de melhor,
se é que tem, e é de nós,
nem teus laços,
vou é arrancar da pequena calça o cós.

Ela:
Você me embala, me enlaça pelo meio,
desassossego é sua boca no meu beijo.

Ele:
Lavanda que nasce entre os girassóis,
luas e sóis, a sós,
somos nós.

Ela:
Nos meus seios, teu desejo é rei.

Ele:
Pra beijar teu ombro naquela batida do sino,
hino ao ninho, nesse gemido contínuo.

Ela:
Sei, que esse amor é mais
que manha, mais que manhã
desenrolando o verso na ponta dos teus dedos,
só percebo quando meus pelos é arrepio.

Ele:
Pra atiçar o sol e fazer balancê na neblina,
de beijo em beijo, de besouro chateando beija-flor,
ciscar em teu suor, entre colchas e coxas,
em pé, na janela, gemer diante da cortina.

Ela:
Num suor arredio,
você me toma
e me degusta,
me busca na fonte
aquele ontem
salivado no pescoço.

Ele:
Se apela para a pele ouriçar o pelo
e desligar o pudor,
pra fazer amor a qualquer hora com meu amor.

Ela:
Te prendo em chave,
toda clave,
todo som.

Ele:
Secar a dor, se molhar de suor.

Ela:
Só sua pele tem o tom certo que me cabe.
Só teu sexo é o encaixe perto que me sabe.

Ele:
Remar um caminho entre o mar,
salgar a pele, mesmo que se adoce o café.

Ela:
Me invade sem pressa, sem mansidão
SoMos gozo escorrendo em pranto no colchão,
todo embalo sem pecado sem pudor.
O tal novelo, meu cabelo, nosso amor.

Ele:
Derramado pelo vão dos lábios, assim, ajeitar,
arrumar a face, escovar o cabelo,
corpo nú feito lã fora do novelo.

Ele:
No rastejar da serração ao mar
a gente fica aqui
sorriso tomando os lábios,
gozando a pele, as pernas,
a vida desinibida na libido.

Ele:
Enquanto o mundo faz guerra
a gente fica aqui
torcendo para que a preguiça nos tome
em pequenos goles de tesão pelo colchão.

Ele:
Em teus seios repousei meus olhos
em tua barriga depositei meus dias e noites.
Não há açoite que desmonte meu querer,
assim como não há eternidade que me afaste de você.

SoMos, SeMpre, muito mais. Juntos.

Marcio Rutes


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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

FAZER AMOR COM MEU AMOR DE MANHÃZINHA


Vou fazer amor com meu amor de manhãzinha
pra atiçar o sol e fazer balancê na neblina.

Vou fazer amor com meu amor de manhãzinha
de beijo em beijo, de besouro chateando beija-flor.
Secar a dor, se molhar de suor,
e o que de melhor,
se é que tem, e é de nós,
nem teus laços,
vou é arrancar da pequena calça o cós,
sapatear de fininho,
pra beijar teu ombro naquela batida do sino,
hino ao ninho, nesse gemido contínuo.

Vou fazer amor com meu amor na noitinha,
derramar todo o tesão com nossa leveza,
te chamar pra daneza,
sem certeza de acordar na hora certa,
hora precisa de acordar,
despertar sem destino,
só sonhar,
lavanda que nasce entre os girassóis,
luas e sóis, a sós,
somos nós,
amar,
remar um caminho entre o mar,
salgar a pele, mesmo que se adoce o café
derramado pelo vão dos lábios, assim, ajeitar,
arrumar a face, escovar o cabelo,
corpo nú feito lã fora do novelo.

Então se apela para a pele ouriçar o pelo
e desligar o pudor,
pra fazer amor a qualquer hora com meu amor.


Depois, lá pelo meio da tarde, a gente canta aquela música:
"To com saudades de você,
debaixo do meu cobertor..."


Marcio Rutes

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domingo, 20 de outubro de 2013

UMA HISTÓRIA ESCRITA A QUATRO MÃOS

image by UOL MAIS
E são palavras assim que abrem portas e janelas, que aquecem jardins e afins, “quintalizam” campos, florescendo sóis e sais em saudades de sentimentos bons:


AMOROSIDADE
INCOINSCIDÊNCIA
floreScER
(E)TERNO


Quando alguém ama e se sente amado, o que mais brota são palavras ternas e que tendem a eternizar-se no coração.

De onde tirei essas palavras? De uma carta que recebi, da mulher que amo e que me ama. Quer ver? Olha:

“...tira o chão e faz achar alguma esperança perdida, ensina a rir dos nossos medos da forma mais graciosa possível, fazendo enxergar os mesmos caminhos com ‘outros olhos’ e com mais amorosidade.”.
“Num instante um sorriso, n'outro a presença que se faz tão importante sendo traduzida nas afinidades crescentes, nas incoincidências a se somar nesse sentir verdadeiro, algum tipo de amor (e)terno.”.
“..., nesse sempre querer que dure, nesse sempre querer que seja. Nesse floreScER.”.

São 3 momentos de uma carta que representa a ânsia de toda uma vida. Minha ânsia, minha vontade de ser amado e de ter meu amor aceito pela pessoa que amo.
O restante da carta? Ah! Lamento. O restante é apenas para meus olhos e meu peito, mas garanto que toda uma poesia, feita de flores e odores, sabores de beijos e momentos nossos, está lá. Lá? Sim, tanto lá quanto em mim.

Minha resposta para tão bela carta dei a poucos instantes, e dizia assim:

“Seu beijo me transforma numa arte abstratamente concreta. É a tinta que faltava em meus tons, meio amarelados, quase azulados, avermelhados pelo tom do seu batom.

Te amar é tão bom, que esqueço quase de viver minha vida só pra te viver em mim.
”


imagem de acervo particular

E assim, encerro aqui mais este capítulo de minha vida, pronto para iniciar o próximo. Aprendi a escrever minha história, e o melhor é que ela está sendo escrita, agora, a 4 mãos.

E como a história é viva, e as outras duas mãos que me ajudam a escrever são "serelepes", mais um pequeno trecho foi escrito, e justo pelas mãos dela:

"há certos fins que não queremos encontrar, não.

O que quero, é seguir sempre nesse leito de verso em água corrente que banha nossos quintais de dentro, nosso florescer e revitaliza todas as nossas forças... juntos!

Quero poder cristalizar a chuva na ponta do seu cílio ainda quando estiver os olhos, mornos de tanto chorar.

"Quintalizar" as nossas manhãs e regar amanhãs pra gente caminhar longe, SeMpre. SeM pressa, mas com esperança germinando um transbordar sem tanto pranto e quando houver, sempre disse e aqui, agora, repito: Chuva também floresce.

Papéis são só meios de um sentimento permanecer visível a olhos nus por um tempo maior. O que ninguém sabe, ou poucos sabem, é que o tempo dos sentimentos não acompanha o tempo do resto do mundo.

Ele cresce, amadurece na sua hora certa, na sua maternidade convicta de existir. E não é preciso muito pra fazê-lo acontecer. O sentimento nasce, acontece e não nas coincidências nem nos por acasos. Mas nas incoincidências do caminho que trombamos por querer, nas nossas escolhas em comum.


Não somos um, mas um ímpar de dois. Cada um na sua individualidade, personalidade, no complemento do outro. No outro, somos ainda dois, com a forma de um mundo inteiro juntos: Um."

by: SAMARA BASSI 

(todos os direitos reservados)



Marcio Rutes