sexta-feira, 5 de novembro de 2010

OS PERIGOS ESCONDIDOS NAS COMUNIDADES WEB

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Algum tempo atrás, três anos aproximadamente, publiquei um artigo numa revista especializada em segurança para a Web, do qual reproduzo abaixo uma pequena parte:
“...apesar de estar conectado a um site de relacionamento, normalmente o internauta está sozinho ou, no máximo, acompanhado por mais uma pessoa. Ao se logar (entrar de forma registrada em algum site), possivelmente estará usando algum apelido, nome falso ou qualquer outra coisa que não o identifique de imediato. Suas informações em cadastros e afins raramente são completas e, na maioria das vezes, falsas. Criam e-mails alternativos ou compram chips adicionais para telefones celulares, evitando, assim, a intromissão de eventuais contatos da internet em sua vida pessoal. Quase nunca marcam encontros pessoais com contatos da web, evitando a aproximação física. Emitem opiniões em enquetes ou blogs totalmente diferentes das que dariam em uma conversa normal na rua ou em um debate com pessoas reais a sua frente.”
Na época, discutíamos sobre a vulnerabilidade das pessoas ao se inscreverem em redes sociais na Web, como Orkut, Facebook e outras. Os números eram alarmantes, mas ainda havia uma consciência, não muito ética por sinal, de prevenção. As pessoas omitiam informações, inventando cadastros falsos ou, até mesmo, criando personagens, para poderem navegar sem transparecer sua identidade.
As coisas mudaram e pioraram. Inúmeras redes sociais foram criadas, cresceu drasticamente o número de usuários dessas redes e os criminosos se aperfeiçoaram em todos os sentidos. Os crimes mais comuns, hoje, são a xenofobia, pornografia infantil, homofobia, racismo, tráfico de pessoas, bullyng, pedofilia e outros. A lista é grande e, para facilitar, no final deste texto você encontrará um endereço para obter mais informações sobre isso.
Quero concentrar minhas idéias agora sobre a fragilidade dos usuários diante dos criminosos de plantão na web. Apesar de ainda existir muito daquele hábito antigo de se proteger de todas as formas, algumas pessoas simplesmente negligenciam o perigo. Criam seus perfis nessas redes sociais ou entram nas comunidades existentes nelas, e saem espalhando aos quatro ventos os seus dados, como local onde residem, profissão, renda, nome verdadeiro, etc. Quando discutem ou comentam algum assunto, acabam se entregando de tal forma, que qualquer indivíduo mal intencionado que esteja “monitorando” a tal comunidade a que este usuário pertença, pode, facilmente, traçar um retrato fiel deste internauta. O criminoso fará uma analise e verá se vale a pena ou não investir seus esforços em explorá-lo de alguma forma, seja extorquindo, chantageando, se aproveitando da boa fé ou qualquer outro meio.
As pessoas, quando presentes nessas redes e mais especificamente em comunidades, passam a conviver com outras pessoas ali presentes. Mas é tudo de forma virtual, sem se conhecerem fisicamente. Com o tempo, passa a existir uma confiança mútua entre elas, e é exatamente nessa hora que os mal intencionados passam a agir. O mais comum é o envio de arquivos contendo vírus ou outros programas maliciosos, via e-mail, o qual será imediatamente aceito por quem o recebeu, dada a confiança que se estabeleceu entre essas pessoas. Resultado: um computador infectado e dados e senhas roubados sem a pessoa sequer se dar conta. E esse fato não ocorre apenas em computadores residenciais ou de adolescentes. Muitas ocorrências têm procedência em empresas, onde o estrago é ainda maior.
Existem casos de maior gravidade e de fim trágico, tal qual a tentativa de indução a algo, como o racismo, homofobia, etc., e chegando até ao suicídio. É comum o fato de pessoas, quando deprimidas ou com algum problema semelhante, procurarem opiniões ou alguém que as ouça nessas comunidades. E não raramente, o que encontram são desajustados ou criminosos que estão ali, justamente à espera desse tipo de “presa” fácil.
São vários os meios de se cair em armadilhas na internet. Quando você se registra em redes sociais, em lojas virtuais para eventuais compras pelo cartão de crédito ou em qualquer outro endereço na web, um cadastro é gerado. Em algumas ocasiões, você não terá como camuflar informações ou emitir dados falsos. Vários lugares são idôneos, mas existem aqueles que, simplesmente, põe esse cadastro à venda. Esse comércio, de uma forma geral, visa unicamente a disponibilidade de listas para o envio de material publicitário. Mas, não raro, essas mesmas listas acabam parando em mãos erradas, e o uso delas se volta para a tentativa de estelionato ou outra coisa semelhante. A preocupação com a idoneidade do local onde se preenche um cadastro, frente a tal coisa, é de suma importância e pode evitar sérios transtornos.
Não pense que isso tudo é exagero. Os criminosos estão aí, são pacientes e muito inteligentes. Sabem se disfarçar como ninguém e são especialistas em comportamento humano. Então, antes de sair por aí, contando para qualquer um a sua vida pessoal ou profissional, de uma olhadinha nesses links abaixo. O “lobo mau” aqui, no mundo virtual, é mais esperto e muito mais perigoso que nos contos de fada.
Safernet (não deixe de visitar e colaborar):

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